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Não é à toa que as empresas criticam. A carga tributária com sua complexa e complicada teia de incidências de impostos ganham de lavada no ranking de reclamações em alguns levantamentos feitos por entidades ligadas à indústria e ao comércio.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte fez uma pesquisa para saber dos desafios de se manter uma empresa aberta. Adivinha qual foi o item que levou o primeiro lugar na lista?

Outro estudo, do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), apontou o mesmo problema: a trama tributária é considerada o principal entrave.

Veja no link a seguir o texto completo:

Portal Contábeis: Imposto desanima empresas

 

Discussion - One Comment
  1. Antônio Sérgio Valente

    jul 09, 2014  at 12:01 am

    A Copa do Mundo que estamos perdendo de lavada é a do sistema tributário brasileiro, que é um samba do crioulo doido, sobretudo no tocante à SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA e à GUERRA FISCAL.
    A primeira (ST) é extremamente complexa, as margens médias de valor agregado são variáveis, raramente correspondem à margem efetivamente praticada por cada contribuinte (são médias), oscilam de UF para UF, e exigem atualização constante das alterações ocorridas em todas as UFs. Além disse, a ST exige ressarcimento (quando o fato gerador subsequente não ocorre na UF de destino, mas em outra) combinado com outro recolhimento antecipado para a outra UF; exige que Agentes Fiscais de todas as UFs fiscalizem substitutos de todas as UFs; exige GIAs e Guias de Recolhimento para todas as UFs; as sonegações e inadimplências contra o erário de determinada UF se espraiam pelo país inteiro, exigem ações e procedimentos fiscais complexos, além das fronteiras, etc, etc.
    Enfim, a ST, nos moldes atuais, é o ingrediente mais absurdo do sistema tributário brasileiro.

    Outro absurdo é a distribuição da carga tributária, sobretudo no âmbito do IR — os rendimentos do trabalho assalariado, de pensões e aposentadores são MUITO tributados, enquanto os do capital (dividendos e bonificações) são ISENTOS. Daí a profileforação de PJs com o fito de abrigar patrimônio imobiliário e assim evadir-se legalmente da tributação do IRPF, pagando na PJ impostos bem mais reduzidos.

    Estamos perdendo de 7 a 1 na complexidade e na distribuição da carga tributária. Esta é a goleada que precisamos chorar, sacudir a poeira e dar a volta cima. Mas URGENTEMENTE.

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