desigualdade

A divulgação da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), na semana passada, indicou uma interrupção na queda da desigualdade no Brasil. Os dados indicam uma melhora da distribuição de renda nas camadas mais baixas.

Mas nem tudo são flores. Outro estudo, este da UnB, divulgado em agosto, observou outro ponto de vista: os dados do imposto de renda. É aí que se tem outra dimensão: nessa pesquisa, foram verificados os rendimentos financeiros, o que não costuma ser estudado nas pesquisas atuais.

Aí os números mudam um bocado – para pior. Os 0,1% mais ricos ficaram com 11% da renda nacional. Isso é bastante.

Veja o texto na íntegra no link abaixo:

Exame: Desigualdade no Brasil pode não estar caindo, diz estudo

Discussion - One Comment
  1. Antônio Sérgio Valente

    set 24, 2014  at 12:01 am

    É o tal problema que temos apontado na série Reforma Tributrária Urgente: é preciso redistribuir a carga tributária. Não é sensato conceder privilégios tributários ao 0,5% da população que detém seguramente mais de 1/3 da renda nacional, sem contar os escamoteamentos.
    Tributar aplicações financeiras de grandes fortunas, e portanto de longo prazo, em 15%, e, por outro lado, tributar o rendimento do trabalhador da classe média em torno de 25% (estou descontando as faixas de isenção e de tributação inferior ao teto da alíquota) é INSENSATEZ. Aplicação financeira não é investimento.
    Tributar aluguéis de PF da classe média em 27,5% (aqui sem dedução, pois o proprietário já está na faixa-teto) e rendimentos de imóveis idênticos em nome de PJs familiares em torno de 15% é outra situação esdrúxula — quem mais aufere, menos pago, e quem menos aufere, mais paga.
    Idem quanto a dividendos: IRPJ é ínfimo, pois as empresas deduzem todas as despesas e pagam alíquotas baixas. até aqui, tudo bem, é preciso estimular a economia, mas ISENTAR OS DIVIDENDOS das pessoas físicas, que os auferem das PJs já estimuladas, enquanto trabalhadores da classe média pagam 27,5% é um absurdo inominável.
    Interessante que todos esses absurdos beneficiam sempre os 0,5% mais ricos da população. É preciso alterar isso.
    Sugiro a leitura de um artigo sobre o tema, segue o link:
    http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/151004/Sobre-impostos-e-distribuição-de-renda.htm

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