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Até setembro, foi arrecadado em tributos mais de R$ 1,2 trilhão, de acordo com o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo. Desse total, estima-se que foram sonegados mais de R$ 370 bilhões – o equivalente a 30%. É muito dinheiro.

Para se ter uma ideia da falta que ele faz, essa quantia equivale a pagar cinco milhões de benefícios do Bolsa Família (no valor de R$ 77). Ou construir 10 milhões de casas populares (de 40 m2). Ou comprar 4,5 milhões de ambulâncias para os hospitais.

As informações são do iG Economia, que usa dados do Sonegômetro do Sinprofaz (Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional) e do IBPT (Insituto Brasileiro de Planejamento e Tributação). Por aí se vê que muito se arrecada, mas de forma errada, e muito se desvia.

Leia o texto na íntegra no link abaixo:

iG Economia: Imposto sonegado pagaria 5 milhões de benefícios do Bolsa Família em 2014

Discussion - One Comment
  1. Antônio Sérgio Valente

    out 01, 2014  at 12:01 am

    Todos os métodos aplicados para medir a sonegação — contas nacionais (por diferença), amostragem, pesquisa, etc — são extremamente complexos e discutíveis. Estão mais perto do chutômetro e do que da ciência econômica.
    A sonegação tem inúmeras faces. Vai do testa-de-ferro que assume o imposto formalmente, mas não o paga, não tem bens para pagar, ao contribuinte que não é testa-de-ferro, mas é autuado e também não paga, de forma que em ambos os casos o crédito tributário FORMAL vai para cobrança em Dívida Ativa, e esse número por si só é elevado.
    Mas além dessa sonegação — digamos, formalizada — há a informal, aquele imposto que o contribuinte não apura, a venda sem nota, a subfaturada, a capada, a espelhada, a compensada por créditos frios, a faturada mas com classificação equivocada (alíquotas e/ou bases de cálculo inferiores), às vezes até com tratamento de mercadoria tributada como se fora isenta ou não se sujeitasse à incidência, noutras com declaração de mercadoria sob ST quando na verdade não houve ST. Etc. etc. etc. Sem contar os casos de evasão legal ou travestida de legal, como as causadas pela guerra fiscal.
    O fato é que a sonegação informal é muito difícil de ser estimada. Todos os métodos são discutíveis.
    Quem se interessar pelo assunto, veja o artigo do link a seguir, no qual vários métodos de estimativas são apontados, todos sujeitos a chuvas e trovoadas de possíveis distorções.
    http://www.quantocustaobrasil.com.br/artigos/sonegacao-no-brasil-uma-estimativa-do-desvio-da-arrecadacao-do-exercicio-de-2013

    De qualquer forma, não dúvida de uma reforma tributária para valer deve pelo menos diminuir as portas de evasão legal, travestida legal e de informalidade. Se a sonegação diminuir, será possível arrecadar mais com menos alíquota e bases de cálculo.
    Ganham os contribuintes sérios, que se livram de concorrência predatória, e os cidadãos, que passam a ver o retorno concreto dos tributos que pagam.
    E perdem, evidentemente, os sonegadores, que acabariam pagando a conta de uma Reforma Tributária desse tipo. Ou seja, perderia quem merece perder, e ganharia quem merece ganhar.

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